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quinta-feira, junho 12, 2008

Convocatória

Bem Hajam, Povo da Bola.

Dada a nossa vontade de melhorar o serviço prestado à comunidade cromática, decidimos alargar o nosso leque de opções postágicas, adicionando assim um novo membro ao extenso plantel de dois elementos.

Como o tempo da ditadura já lá vai (o último déspota conhecido à Bola foi Czar Dimitri Prokopenko, no Ano V D.D. - Depois de Dacroce), decidimos democratizar esta iniciativa, alargando-a ao Povo da Bola.

Para tal, tereis apenas que enviar via mail (destacado na barra lateral) uma crónica referente a um cromo à vossa escolha. Por favor evitem linguagem grosseira, referências a jogos de bastidores e panados.

Aguardamos a vossa comparência neste contínuo baile de debutantes que é a vida. Façam-se à estrada, companheiros.

terça-feira, março 18, 2008

O Outro Cavaleiro do Apocalipse


















Aldea Mogrovejo.
Populación: zero.

Este lugarejo, algures nas profundezas da Espanha até por D. Quixote esquecida, assume-se como justa homenagem ao vulto do futebol mundial que lhe dá o nome.

Mas voltemos atrás. A história deste guedelhudo Cavaleiro do Apocalipse tem início em meados da década passada:

Marcelo Houseman, um seboso empresário argentino com cara de segurança de discoteca desmotivado, torna-se numa espécie de academia do Sporting ao contrário, e desata a cuspir cepos em todas as direcções. Para nossa sorte, uma dessas direcções foi a cidade invicta.

Abram alas para os cinco Cavaleiros do Apocalipse.

Chegaram Baroni, Mandla Zwane, N'Tsunda, Walter Paz e Mogrovejo, como poderiam ter chegado Dartacão, Noddy, aquele actor estranhíssimo da TVI, o cabelo do Diogo Feio e uma sameirinha de Spur Cola.
Sir Bobby abriu os braços, Jorge Nuno abriu a carteira, e os cinco estarolas fecharam o tasco.
Na sua versão bíblica, os quatro cavaleiros do apocalipse eram a conquista, o extermínio, o cannigia, a fome, e a morte. No mundo real, isto traduziu-se mais ou menos desta forma:

- conquista: Ronald Baroni (Perú - Conquistadores, etc.)
- extermínio: Walter Paz (porque foi o que fez à sua própria carreira)
- cannigia: Mogrovejo (pois)
- fome: N' Tsunda (um gajo que se orgulha de ser mais rápido que o vento tem de ser magrinho)
- morte: Zwane (estava a jogar à bisca quando Deus distribuiu os cognomes mais fixes. Ficou com a fava.)

Esta conversa dava para quatro blogs e meio, portanto foquemo-nos no homem do momento: Roberto Mogrovejo.

Terá sido o mais temido dos cinco, pois se é verdade que a morte, a fome e o extermínio podem assustar muita gente, um cannigia assusta muito mais. Pinto da Costa recebeu-o com pompa e circunstância no seu gabinete, augurando-lhe um futuro risonho de Dragão ao peito, provavelmente com medo do que ele lhe pudesse fazer. É que Mogrovejo não reage bem à falta de atenção.

Como novo Cannigia, era esperada da sua parte uma apetência para espancar peixes, inalar cal das linhas delimitadoras do relvado, beijar homens na boca frente a câmaras de TV e ter penteados ridículos.
Roberto Mogrovejo só conseguiu transformar a última situação numa realidade indelével. Dada a enorme desilusão, e também porque a influência dos Cavaleiros do Apocalipse no balneário tripeiro estava a tornar-se insuportável para cromos nacionais como Bandeirinha ou Vítor Nóvoa, o presidente azul-e-branco fez com que o nosso amigo argentino desaparecesse num ápice:

- "Mogroquem? Ah, não. Esse estava à experiência, acho eu. Mas nem sei quem é. Tem bigode?"

Verdade seja dita, o Cavaleiro do Apocalipse só voltou a pisar solo nacional dez anos depois - já sem o monumento capilar do passado - com a selecção argentina de futebol de praia.

-"Assim fico mais perto dos peixes.", disse ele, numa efémera tentativa de recuperar a fama de novo Caniggia, aos tenros 52 anos de idade. Fica para a próxima.

P.S.: A foto não é adulterada. Isto é mesmo uma aldeola que o co-blogueiro Pedro encontrou em Espanha.

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Os Pereira Pequenina

Há frutas e frutas.. há a fruta que o Petit e Paulinho Santos distribuíam...
E há frutas de qualidade, como o que Ronaldo faz aos laterais direitos de qualquer equipa Inglesa e dos arredores..
Mas o engraçado e cómico e humorístico e sagaz e tenaz, é que há também esses mesmos laterais
direitos que são frutas...



1989, 1990.. o fim de uma grande década.. o fim do apogeu dos bigodes, das músicas Richianas e Pump pump the jam' ianas.

Eis que nos Algarves, qual Camarinha (aliás até tem parecenças) surge um jogador à Farense, ou seja, com raça de Paco Fortes e com bigode de Paco Fortes e com nome de algarvio, mesmo sendo Lisboeta.

Pereirinha de seu nome! Passou ao lado de uma grande carreira, mas não ao lado dos flashes dos Cromos da Bola.. tchic tchac tchac (Estamos precisamente a tirar agora uma foto ao Pereirinha).

Este jogador era médio mas também lateral direito, segundo rezam as crónicas.

Ora que coincidência! Ele na altura pensou "foooooooogo, eu não me chamo Pereirinha se não conseguir gerar um filho que nao tenha este nome estranho e ridiculo , e que não seja um grande Ponta de Lança".. E assim foi, Pereirinha fez-se à vida e gerou um Pereira Júnior..

Mas o facto é que passados 19 anos existe um filho chamado Pereirinha, que joga a médio e a lateral direito!! Pois é , pobre Pereira Pai falhou a sua missão na terra, e o Pereira Filho carrega a cruz de ter que ser suplente de um Pedro Silva e de um Abel.

Dá vontade de rir de facto e foi isso que o Quaresma fez no passado Sábado, a ponto de nem ter conseguido jogar em condições, tal era o humor e a característica de Tesourinho Deprimente que o lateral á sua frente possuía.

Mas Pereirinha,
fruto de ... ser um fruto, lá conseguiu tapar os caminhos à baliza( do novo G.Redes da Selecção A, que vai tirar lugar ao Ricardo. Foi com esta idade mais ou menos, que o Scolari tirou o Baía da Selecção, portanto Ricardo, tas quase...).

P(ai) reirinha jogou no SLBenfica, de 1977 a 1980. Mas a seguir jogou no Amora, Belenenses e Farense. Mas que grandes equipas do Farense de então.. Pitico, Sérgio Duarte, Paco Fortes, Hajry, Ademar. Chegou a jogar com Lemajic e Dukic!

óóóóó!(este é um Ò à Gabriel Alves) ... e não é que Pereirinha filho também tem um redes Sérvio? Um tal de irmão de Vladan?? Vladan?? É um tal Stojkovic! E não é que joga com um Veloso, filho de um outro jogador do tempo de P(ai)reirinha? E não é que joga com um filho de um treinador do Lagoa, um tal de Moutinho? Mas isto é assim?? O futebol é uma máfia! Só familias.. irmãos de tios, filhos de sobrinhos.. será que nao há jogadores com mérito por terras lusitanas?

Fica a dúvida..

Mas fica também a ideia que o Filho da Fruta não é só o Santal..

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Paulo Estalagem POEJO

Estamos no Natal, pois então. Época de bacalhaus, polvos, leitões e perús.. mas nao vou falar de nenhum guarda redes :)
Mas Natal faz lembrar .. SPOOOOOOOORTING!!

Por isso, por que não falar de um belo perú sportinguista?

Um senhor jogador do meio campo português, mais um da "cantera" leonina. Da cantera que dá grandes jogadores, mas também grandes decepções.
Paulo Estalagem Poejo foi de facto uma promessa. Mas não passou disso...
Em 1992 fazia parte do plantel sénior do Sporténg e prometia muito. Estranho deste ano terem saído jogadores como Andrade, Porfírio, Paulo Morais.. todos jogadores de nome conhecido, mas que nao passaram de carreiras médias.
Poejo.. poejo vem de que origem semântica?

Da família Lamiaceae, é uma perene cespitosa de raízes rizomatosas que cresce bem em sítios húmidos ou junto de cursos fluviais, onde pode ser encontrada selvagem entre gramíneas e outras plantas.
Os seus erectos talos quadrangulares, muito ramificados, podem chegar a medir entre 30 a 40 cm. As folhas são lanceoladas e ligeiramente dentadas, de cor entre os verdes médio e escuro. Dispõem-se opostamente ao longo dos talos. As diminutas flores rosadas nascem agrupadas em densas inflorescências globosas.

O poejo atua como digestivo, expectorante e antiespasmódico.

"Pois, grande Poejo"... dirá o sr . blogóespectador. Tal como disse Mário Wilson, Carlos Manuel, Vitor Manuel, Fernando Santos e o grande Zé Couceiro.
Engraçado é que Poejo passou os últimos anos da carreira a fechar clubes. Primeiro jogou no Campomaiorense. Mas este clube do Sr. Nabeiro fechou portas.

De seguida pensou: " Ò, e se eu fosse para um clube estável e que promete lutar por um lugar nas grandes equipas portuguesas?" E de facto rumou do Futebol Clube .. de Alverca.

Alverca foi o último clube pelo qual passou, fechando aí o clube e também a carreira..

Será que Poejo desestabiliza completamente os clube por onde passa? Fica a dúvida..

Actualmente é sócio de uma empresa de reparações mecânicas!! Um excelente destino, uma vez que Poejo parecia especialista em quebrar motores de equipa, desalinhar direcções de passe e acelerar a fundo rumo ao banco.
Para o fim a frase mais usado pelos treinadores acima citados..

"Poejo Poejo... quando é que te vejo?"

terça-feira, abril 24, 2007

Gil Gomes - A Verdadeira História


Gil Gomes é um dos mistérios maiores da nossa bola. Jovem promissor, campeão do Mundo de sub-20 ao lado de futuros grandes do desporto Mundial como o guedelhudo Valido, o felino Toni e Paulo Banha Torres, cedo desapareceu das lides profissionais, após um início auspicioso.

O que se passou, perguntais vós?
"Cromos da Bola"
, sempre na vanguarda, aplicou-se para descobrir a razão do eclipse deste luso sol de tempero africano.

Nascido a 29 de Agosto de 1959, na pacata localidade de Gary, no Indiana (EUA), sob o nome de Michael Joseph Jackson, o nosso herói desde cedo alinhou pelas lides musicais. Aos 5 anos de idade já fazia parte do grupo vocal "Jackson 5", e aos 10 era um artista milionário e consagrado. No final dos anos 80, vestindo a pele de precoce veterano da K7 oficial e pirata, Michael sentia-se cansado. Preso à única realidade que alguma vez tinha conhecido, cansara-se de ser uma estrela pop. Seguindo uma linha de pensamento lógica, delineou um plano em conjunto com o seu macaco Bubbles: "Vou para aquele solarengo país africano, Portugal, e tornar-me numa estrela de soccer. Aí sim, posso fugir da pressão diária de ser um ídolo de multidões. E de certeza que lá ninguém me conhece, como não existe TV nem telefonia..."

Assim foi. Michael contratou um sósia seu (Latrell Smith) que ganhava a vida imitando-o num casino de Las Vegas (um Fernando Pereira sem a perinha abichanada), e pô-lo no seu lugar. Abalou para Portugal.

O choque inicial - aquando da compra dos bilhetes -, quando soube que afinal o seu País adoptivo fazia parte da Europa, foi mitigado à chegada: "Oh...It's not Africa, but it surely does look like motherfuc*** Africa."
Meteu-se de pronto numa camioneta em direcção a Freixo de Espada à Cinta, cidade que lhe tinha sido recomendada por Elvis Presley e Jim Morrison para adquirir um bom B.I. falso baratucho, que lhe permitisse viver em Portugal até ao fim da vida. Porém, ao contrário destes dois, Michael não montou barraca em Rio Tinto, aventurando-se na capital Portuguesa. Michael Joseph Jackson era agora Nélson Gil de Almeida Gomes, nascido a 02-12-1972 .

Chegado ao Estádio da Luz, Gil Gomes (nome de guerra que escolhera na viagem a conselho da idosa que se sentara a seu lado) utilizou o seu inglês irrepreensível e invulgares dotes futebolísticos (e algum dinheiro também) para convencer John Mortimore a dar-lhe uma oportunidade no Benfica de 1987. Gil fez uso da sua velocidade, reflexos apurados e capacidade de fazer o moonwalk para pastar nas camadas jovens durande dois anos, até conseguir finalmente entrar no plantel principal em 1989/90. Daí até à selecção sub-20 foi apenas um passinho de dança.

Após maravilhar o seu novel País adoptivo com a sua invulgar destreza, Gil fartou-se desta sua vida alternativa. Afinal a pressão era a mesma. Só que em vez de lhe atirarem cuecas e soutiens nos concertos nos maiores palcos Mundiais, atiravam-lhe agora moedas e pilhas quando ia jogar a Paços de Ferreira.
Como um qualquer filme de domingo à tarde na TVI com quaisquer duas irmãs gémeas loiras americanas, o artista-futebolista sentiu saudades do seu antigo empregozito como Rei da Pop e avisou o sósia que fazia de Micheal Jackson (bom velho Latrell) que iriam trocar de lides diárias. Mas havia um problema. Latrell não sabia jogar à bola.

Micheal regressava à sua vida anterior nos EUA, fazia uma cirurgia plástica para reduzir o nariz à Jonas Savimbi, e entregava solenemente o B.I. com o nome Nélson Gil de Almeida Gomes a Latrell Smith. Este, no seu primeiro treino, desiludiu de tal forma, que Sven-Göran lhe veio perguntar: "Que passa, campeóm? É a prrimeirra fez em muito témpo qué Valido e Phaulo Madherra não são os piorres jogadorres no trreino. Kontinua assim, qué fais parrar à zegunda difizóm."

O novo Gil assim continuou, e foi chutado para a Ovarense com uma velocidade superior àquela que José Dominguez imprimia em campo. Mal os responsáveis ovarenses viram que Penteado continuava a ser o melhor jogador ofensivo dos vareiros, estes chutaram-no para longe. Caiu no Tours, equipa da Centésima Segunda Divisão Francesa. Que o chutou para longe. Caiu em Braga. Barroso encarregou-se pessoalmente de o chutar para longe. Caiu na Reboleira (grande pontapé, já agora. Ah, pé canhão!...). Agatão, Mazo e Birame jogaram 5 minutos ao meiinho com ele, antes de decidirem chutá-lo para longe. Desta feita, caiu no Yverdon Sport, da Suiça. Depois no colosso F.C. Will. Depois no imponente Philadelphia Kixx. Claro que nenhum currículo de bosta ficaria completo sem os Jacksonville Cyclones. Ou sem o Sheffield Wednesday e o Avellino (não o do Marco, o de Itália, mesmo). Ou os inevitáveis Hendon F.C., Middlewich Town, Salford City e Hide Town F.C., como é lógico.
Porém, já em 2005, Gil Gomes atinge o ponto alto da sua carreira: Manchester United. Ah não. Afinal não é o United, é o New East Manchester F.C. ...e também não era o ponto alto da carreira, era mesmo o final. Paciência.

Do seu cadeirão favorito no rancho de Neverland, Micheal Jackson seguiu atentamente a carreira que ele tão brilhantemente iniciou. Alguns indefectíveis dos Philadeplhia Kixx juram mesmo tê-lo visto nas bancadas mais do que uma vez a aplaudir e incentivar aquele jogador português de que ninguém gostava muito.

"Cromos da Bola" roubou parte desta informação à CIA. Pedimos encarecidamente que sejam comedidos na divulgação da mesma. Bem Hajam.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Uma Viagem pelo Minho













Ah, Barcelos. Que o pueril ar fresco que se respira nas madrugadas minhotas seja reflectido no orvalho das tuas cinzentas calçadas forradas a paralelepípedos. Que a torrente de futebol alicerçado no letal contra-ataque seja proporcional ao sacramental anti-jogo quando te apanhas a ganhar. Que a contenção feita futebol se desfaça na rede adversária através de uma negra lança sobrevoando o verde tapete.

Será que a bola transformada em ponto fulcral de uma demanda pelo sucesso do cinismo pode ser levada a sério? Será que um autocarro transversalmente estacionado pode ser ponto de partida para uma rápida incursão pela autoestrada que rápida e ríspidamente nos entrega à porta da nobre e desejada meta? É só encostar, Mangonga.

Todas as viagens têm um ponto de partida. A nossa viagem de hoje começa num Tuck. Um Tuck começa quando um qualquer Abdel-Ghany ataca. Aliás, existiriam Kikis se não fosse pelos Hadjis deste Mundo? Seria necessária a existência de um Fernando Aguiar, não fôra pela tímida genialidade de um Walter Paz?

Entra em cena Tuck. O desarme feito arte. O sentido posicional feito bandeira. Um Custódio antes do Custódio. O assassino silencioso. Sem grandes alaridos, sem grandes marcas na integridade física do oponente. A bola? Já era. O drible? Impossível. Neste terreno não há lugar para a fantasia indomável do esfíngico Sabry. Neste Mundo o polícia não é George Walker Bush. Neste Mundo o cowboy é Tuck, polícia discreto, carismático capitão, líder que partilha os holofotes.

Após tomar o seu início no desarme, a viagem continua pelo génio. Todos nós temos um pouco de génio e de louco, é certo. Mas certos indivíduos possuem esta primeira característica em doses industriais. O meio-campo de Barcelos era um bom exemplo. Dois senhores percorrem o mesmo terreno de forma tão equilibrada na sua justiça, quanto desiquilibrada no teor de Q.I. em relação aos seus desamparados oponentes. O ponderado, regrado e cerebral Caccioli, personalidade inexorável da verdinha meia-lua, é o perfeito contraponto ao genial rebelde sem causa João Oliveira Pinto, a promessa que nunca o foi. Dois nomes de craque para uma linha de texto, duas luvas para duas mãos siamesas, duas cerejas no topo de um bolo coberto do mais delicioso glacê.

Se um "tuck" na bola inicia a viagem, são precisos um grande condutor e seu fiel co-piloto para levar o glorioso veículo ao parque de estacionamento do Olimpo. Manobras arrojadas nunca foram problema para o aveludado J.O. Pinto, craque de nome, e Mad Max de coração, que apenas precisava de direcção. Direcção, dizeis vós? Pois quem melhor para as fornecer do que o homem que dispensou qualquer volume capilar para arranjar espaço para o seu GPS cerebral? Cacci "O Homem-Assistência" Oli. Qual baterista marcando o ritmo de um acelerado riff de uma rebelde guitarra, qual Rui Costa passeando (devagar, claro) pela primeira página de uma anónima edição do jornal "A Bola", Caccioli era o calvo maestro que dirigia o atum J.O. Pinto nesta sanduíche que tinha Tuck como alface.

Porém, esta viagem só faria sentido se chegasse ao destino. Para comer tremoços é preciso tirar a casca. É necessária a existência de alguém que ponha os meninos a dormir. Um picheleiro que feche a torneira. Um carteiro que termine o dia com o sorriso estampado de dever cumprido na sua abigodada face. Se vociferamos então por um matador de sangue gelado, com Mangonga o tiro nunca sai furado. Este esquivo sniper de lábios cinzentos enterrou os sonhos de muitas almas despojadas de esperança, que olhavam impotentes para o relvado, de olhar vazio, enquanto o diminuto Mantorras do Congo lhes roubava a alegria debaixo dos seus peludos narizes.
Makopoloka Mangonga, o "Zairense (agora Conguito) decisivo", saía invariavelmente do relvado abraçado a seus compadres, e com um vitorioso esgar decalcado nos seus cinzentos lábios, dizia baixinho a Nené Santarém: "Hoje o herói sou eu, amanhã serás t...não. Amanhã também serei eu. Desculpa."

Viagem curta, esta. Curta, mas saborosa como uma pinga de mel que escorre de um jarro quebrado numa tarde de Verão na Rechousa.

sábado, abril 01, 2006

Por cada Pelé, há um Lamptey

Destinado a ser o maior jogador de todos os tempos, acabou sendo um dos maiores falhados de sempre.

Esta é a trágica história do repentista Nii Lamptey.

Corriam os idos de 1991. O grunge dominava a rádio e a TV, ainda havia uma quota mínima de 30% de bigode frondoso por cada plantel de futebol, e Yulian e Spassov chegavam no seu Fiat 127 a Paços de Ferreira.

Porém, à parte de tudo isto, o Mundo assistia incrédulo (como se tratasse de um passe em profundidade de Oceano ou de um hattrick de Missé-Missé) ao Campeonato do Mundo para imberbes jovens sub-17. Entre uma pleíade de futuras estrelas, como o homem das suíças renascentistas Del Piero e o estratega careca e Napoleão do tapete verde, Verón, brilhava o Bola de Ouro: Nii Odartey Lamptey de seu nome.

Ao lado do outro futuro portento leiriense Emmanuel Duah, Nii fazia miséria nas defesas adversárias com a sua criatividade, velocidade e visão de jogo. Duah afirma também que Lamptey era para além disso tudo, bom a fazer a cama.

Após a explosão do bom do Nii com apenas 15 anos de idade, o Rei Pelé (ele próprio considerado um antecessor de Gil Baiano) sentiu-se na obrigação de declará-lo como o seu sucessor natural. Talvez, mas só no que respeita à facilidade com que ambos eram capazes de montar um Cubo de Rubik em apenas 120 segundos.

Porém, o Anderlecht não sabia disso, e raptou-o (estória verídica) para a Bélgica, onde o prodígio ganês assinou contrato. Os belgas devem ter ouvido falar do rapto do homem dos tremoços, Eusébio (ele próprio considerado um antecessor de Pepa), sabiamente executado pelos lisboetas vermelhos aos lisboetas verdes. Parece que deu resultado.

Com 16 anos, no Anderlecht, molhou a sopa por 7 vezes em 14 jogos, confirmando as palavras de Pelé (as que não diziam respeito ao Cubo de Rubik).

Passadas três épocas, já considerado por muitos o novo António Borges ganês, Nii rumou ao PSV, com a missão de substituir Romário. Missão fácil para um miudo imberbe e a cheirar a leite, cujo nome não é Ronaldo. Mas o nosso rapaz estava habituado a superar expectativas. Na primeira e última época em terras de Ronny Van Es e Gaston Taument, foi o melhor marcador da sua equipa.

Mas na época seguinte, aquando da chegada ao Aston Villa, a rapsódia chegou abruptamente ao final. Coventry City, Veneza, Unión Santa Fé (em terras de Kimmel, outro clássico leiriense, benetidense e bidoeirense) e Ankaragücü foram notas desafinadas numa pauta desalinhada e descuidada. Pobre Nii.

Porém, enquanto na sarjeta futebolística, uma alma caridosa e genial (provavelmente Duah, digo eu), qual passarinho, sussurrou ao ouvido de Lamptey que o local indicado para atingir o ponto de rebuçado seria Leiria, uma pacata localidade portuguesa.

Lamptey, sempre inteligente na hora de mal gerir a carreira, nem teve tempo para dizer que sim, e empacotou de pronto a mala com as suas posses (um cubo de Rubik, três ervilhas, um Game Boy em 2ª mão e um cachecol do Desportivo de Chaves) em direcção á cidade do Lis.

Arrivado à Lusitânia, Nii proferiu as seguintes palavras, aqui traduzidas em "Cromos da Bola":

-"Como toda a gente no Gana, sou benfiquista desde pequenino, portanto o meu sonho sempre foi jogar em Portugal. Porém, a minha vizinha da frente gostava muito do Chaves por causa do Baston, J'aime Cerqueira, Dacroce e Dani Diaz. O meu objectivo é fazer uma grande época para dar o salto para a 2ª Liga, para o nosso Chaves."*

Apesar da boa vontade, a mão cheia de exibições pálidas, ensossas e absolutamente repelentes, não foi suficiente para tal.

Lamptey, o eterno optimista, pensou que a situação ideal seria deixar Portugal para trás e rumar à 15ª Divisão Alemã, berço de muitos e variados talentos ganeses no Século IV. Ingressou portanto no Greuther Fürth. Daí partiu para China e posteriormente para o Al Nassr do Qatar, onde pôde reencontrar muitos talentos velhos, podres e/ou falhados do Futebol Mundial.Nii encontrou paz. Nii encontrou a sua casa.

Por cada Eusébio, há um Akwá.

* P.S.: A tradução das palavras de Nii Lamptey pode ser falaciosa, pois não dominamos por completo a bela e sonoríficamente sonora língua ganesa.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Neves e Neves, Laterais, LDA.
















João Pinto
, o mítico "Broas", é o mais emblemático senhor das laterais lusas.O seu irascível e temperamental imperador durante década e meia cruzava com conta, peso e medida para a cabeça dos gravadores,que ansiosos recolhiam todas as suas declarações.

Imperial no jogo jogado e senhorial no jogo falado, a única coisa que separava Broas da absoluta imortalidade seria um bigode, vociferavam alguns malcontentes.
Balelas, digo eu. Broas é, e sempre será um mito da bola. Nem sempre o bigode faz o hóme.

Pois bem, Jorge Nuno não dormia em forma, e como tal,já tinha um sucessor do futuro gasolineiro de Oliveira do Douro na prateleira, não fosse este pendurar as suas chuteiras Lacatoni ou embarcar numa aventura além-fronteiras(que bom teria sido ouvir Broas falar inglês ou francês).

Durante anos, Joaquim Neves foi criado em laboratório, tal qual o monstro de Dr.Frankenstein. Quim (como o trataremos amiúde daqui em diante, de forma meramente informal) aquecia o banco minutos, horas, dias, meses, anos a fio enquanto observava o imortal lugar-tenente da lateral direita em acção. Bloco de notas em punho, mente esponjosa e absorvente, qual tampão da O.B.

Finalizada a aprendizagem, esperava-se um ingresso em grande de Neves, o Quim. Quim, o homem, o senhor que iria dar continuidade ao flanco direito do FCP e da selecção Nacional. Hossana na lateral! Porém, Quim falhou. Neves derreteu perante a pressão, como um floco de Neves. Perdão, neve. Neves, o projectado fustigador, passou a Neves, o fustigado.

Porém, enquanto Quim batia o record de empréstimos consecutivos em equipas diferentes durante o seu tirocínio fora das Antas, outro Neves brilhava mais a sul, mais propriamente no estádio da Liga mais próximo da Cova da Moura.

O bom do Rui Neves começou a sua carreira em 1983 no reputadíssimo e multi-titulado Monte Abraão, que estranhamente utilizou apenas como trampolim para o inferior Estrela da Amadora, ainda como imberbe petiz dos juvenis.

No total, Rui, o Neves, esteve 18 anos ao serviço da agremiação da terra mais feia de Portugal (pedimos desculpa à Covilhã, mas contra factos não há argumentos. Porém, o 2º lugar assenta-vos bem). Rui, o Neves, foi uma espécie de Hélio da Reboleira, assantando arreais na lateral esquerda durante tempos a fio. Tempos, tempos, tempos e tempos. Até que já não aguentaram ver a sua fronha em campo e o recambiaram para o Monte Abraão, onde actualmente é responsável pela remoção de musgo da bancada 5 do Sector 10 B.

Neves e Neves, Laterais, LDA.

quarta-feira, dezembro 28, 2005

J'aime Cerqueira


Uma frase-chavão da nossa esfera bolística é a seguinte:"Passou ao lado de uma grande carreira."

Desde o nosso vizinho do lado até ao Sérgio Leite ou a João Manuel Pinto, esta frase já baptizou muitos Gils, Semedos ou Jean Claude Van Dammes do Mundo. Porém, esta tem um destinatário natural, aliás, um dono.

Jaime Cerqueira.

O Zidane de Amarante levava toda uma squadra á pala da sua monocelha orgulhosa, farta, e inspiradora de confiança. Uma cidade á pala da sua cremalheira sorridente, que espalhava alegria pelos quatro cantos do balneário.

Diz-se à boca cheia (de couratos e bolinhos de bacalhau, provavelmente) que Diego Maradona proferiu uma vez sobre Jaime o seguinte ditame: "Quién??"

Palavras que encheriam de orgulho qualquer um, mas Jaime continuou a porfiriar. Lutou, trabalhou e assumiu-se como um centro-campista de excelência de baixo rendimento, capaz de fazer inveja a um Walter Paz ou Paulo Almeida.

Poderia ter sido picheleiro. Poderia ter sido trolha. Poderia ter sido segurança de discoteca. Mas nasceu para jogar à bola. E bem.Pelo menos algumas vezes.

Jaime transbordava talento. Jaime era inspiração. Jaime era repentismo. Jaime era confiança. Jaime era liderança. Jaime acabou a carreira no Amarante, qual filho pródigo. Jaime treinou o Aparecida,após pendurar a chuteirinha da moda.

Jaime passou ao lado de uma grande carreira.

sexta-feira, novembro 04, 2005

Cao - A Ceifeira Humana













Cao.

Este nome, assim mesmo sem "til", faz tremer as pernas de futeboleiros mil. Pernas essas, marcadas pela profissão, destino, erosão, ou porrada de Cao. Durante anos a fio, em Leça,
que não a do Balio, Cao limpou os relvados de Portugal, sem maldade, mas de braço dado com o mal.

Cao é nome de bicho, que não animal, Cao é nome de Capitão, que não capital. Cao dá porrada de bicho criar, Cao diz a carnificina amar. Um dínamo do meio-campo, um trinco moderno, com uma carícia apenas destrói rádio e esterno. A canela porém nunca descura, nela trabalha
com doce candura. Seja em Leça, Paranhos ou Campo Maior, o esteio Cao delineia jogadas com suave torpor.

Construir?? Nunca!!!
Destruir?? Aqui sinto-me em casa, qual Tahar debaixo da asa.

Carreiras acabam, assobio para o lado.
Corro feliz no relvado, tal veado num prado.
Deslizo elegantemente no meio-campo defensivo, o cartão amarelo fora do bolso, sempre comigo.
O vermelho também me apraz, mas não pune quem na verdade a falta faz.
Pois eu, Cao de coração puro, estropio e lesiono, mas sempre inocente, qual Yoko Ono.

sexta-feira, outubro 28, 2005

BAMBO E FUA - O ESPLENDOR DE ANGOLA













Angola no seu esplendor.. E o União de Leiria teve a honra de contar nas suas fileiras com Bambo e Fua, duas eternas gazuas.. Época 94-95.

Bambo, tal como Toni, jogou na ponta do ataque da Selecção de esperanças, sendo o goleador que todos desejávamos para o futuro da Selecção "A" das Quinas. Mais possante que Domingos, mais forte que Domingos no jogo aéreo e de presença na área, parecia destinado ao sucesso.
Bambo, nesse tempo, era conhecido pelos amigos como "Bambo, o Rambo". As semelhanças eram óbvias..

No entanto, apenas 1 golo em 17 jogos deitou por terra o sonho de Bambo, o Rambo.. que teve a sua melhor época em 98, com 18 jogos e 7 golos em Felgueiras.. A talhe de foice, devo dizer que talvez inspirada em Bambo, a actual ex-futura-condenada Fátinha Felgueiras é agora o Rambo lá do burgo..
A carreira de Bambo tropeçou na Madeira, Fig. Foz, e Ribeira Brava, mas o resultado foi fraco, fraquinho.. Golos só por obra do acaso.

Fua tem outra história.. Desde cedo mostrou os seus dotes, qual gazela, qual Futre na área.. Fua era o perigo número 1 para as defesas adversárias. Não querendo ser chato nem fastidioso.. deixo os clubes de Fua, em cerca de 12 anos: Leça, Maia, Torreense, Académica, Boavista, Leiria, Moreirense, Imortal, Machico, Oxford, Esp. Lagos, Pombal, Pedras Rubras e Mac. Cavaleiros. Se me acompanharam nesta viagem pelo Portugal futebolístico em pouco mais de 7 segundos, reparam na inconstância de Fua. 13 clubes, 12 anos! É obra. Nem Luís Campos o consegue...

Fua, tal como Bambo, tal como Toni, representou a selecção, mas desta vez a Angolana! Pensou-se que iria estar ainda a tempo do Mundial de 2006, mas parece que Fua disse: "Fua ná vái, Fua ná quer purblemas con Mantorras. Fua fica em casa!!"

Vejam só este belo excerto d' "A Bola", em 1995: "A perder por 1-0, Vítor Manuel fez a primeira substituição ao intervalo. Trocou Mário Artur por Fua, procurando dar maior agressividade ofensiva e velocidade ao seu ataque. Três minutos depois foi precisamente este jogador que desperdiçou uma excelente oportunidade. A qual se seguiu uma outra, essa ainda mais decisiva."

Fua, deixo-te uma palavra de ânimo.. Fua, a glória poderia ter sido tua!

sábado, abril 23, 2005

Gil na Crista da Onda


Gil.. cabelo ondulado, a fazer lembrar o mar..
Gil.. foto ondulada, a fazer lembrar o mar..
Gil.. carreira ondulada, a fazer lembrar o mar..
Gil, carreira afundada, a fazer lembrar o mar..
Gil, o esquecimento e o longínquo.. a fazer lembrar o mar..
Mas Gil, merece a nossa homenagem..
Gil, jogou em Portugal, depois mudou-se para a Suíça e depois DIvisão Amadora de Inglaterra.. Incrível onde se chega.. Incrível onde um Internacional Campeao do Mundo chega...
Gil, será do nome?
Gil.. descubra as diferenças!

terça-feira, fevereiro 08, 2005

Miguel Castro, o Rei da Pop

O camaleão da bola.

Durante a década de 90, nas bancadas do saudoso covil do Dragão, havia um jogador que despertava paixões e dividia corações. Grzgorz era o seu nome. Pelo menos parte dele. Sucede que, devido ás suas características, sejam estas quais forem, o polaco usufruia de várias identidades em campo e na supracitada bancada.

Este camaleão da bola tanto fazia uso do seu epíteto de "Muletas", quando visitava o seu amigo Rodolfo Moura, com quem passava boa parte do tempo, como fazia juz ao apodo "Michael Jackson da Bola", devido ás inúmeras operações que efectuou. Porém, como excelente ponta-de-lança que era, aproveitava o tempo passado em campo da melhor forma, e como o tempo era escasso, (leia-se "últimos 5 minutos") fazia golos. Golos em catadupa que resultavam em vitórias ou na pior da hipóteses, em empates. Daí era conhecido como o "Pai Natal das Antas", o homem que trazia ao ombro belas prendas caídas do céu, qual Luís Pereira de Sousa no "Festa na Feira".

Por fim, como excelente profissional que era, tal como pessoa de trato afável, juntou-se de forma magnífica à comunidade portuense, confraternizando como se fosse o Paulo Portas numa feira, o que lhe valeu a alcunha de Miguel Castro. Não era mais senão do que uma versão aportuguesada do seu nome, mas assentava-lhe de forma perfeita, como a música do genérico de "Preço Certo" ao programa em questão.

Miguel Castro, Pai Natal das Antas, Muletas, ou simplesmente Grzgorz Mielcarski, estarás sempre para o FCP como o Luis Pereira de Sousa para a RTP.


o que seria do mundo da bola sem registos fotograficos?

terça-feira, janeiro 11, 2005

Epa os dérbies fazem-me azia

Então tomo um konpensan ou uma rennie. Mas depois volto ao jogo e nem 5 minutos passaram... e aparece MANTORRAS! O PATORRAS! Desculpem lá, mas querem maior cromo da bola?? O miúdo é o novo Eusébio pá! Eu sei que é cedo pa falar nele - tendo em conta que, neste momento, ele pode estar entre os 23 e os 40 anos que ninguém sabe ao certo... mas pronto, chamam-no miudo à mesma - cedo por só ter 4 anos de águia ao peito, cedo por, desses quatro anos, 2 e meio foram passados... no estaleiro, e cedo porque, muito francamente, são precisos MUUUUUUUUITOS jogos da superliga nas pernas e MUUUUITA asneira (ou um bom bigode ou um grande nome ou até nenhum jogo mesmo, também não somos assim tão exigentes...) para entrar nos nossos quadros.
Pedro Patorras que não era convocado para um jogo desde Dezembro de... 2002, entra por mérito próprio nos planos do nosso cromos FC, SAD. Mas não por culpa própria. Nem por palavras ditas (mas não pensadas antes de sairem da boca, como certos exemplares cada vez mais raros do nosso burgo), nem por centros teleguiados para o 3º anel, como muito e bom lateral que nos anima os corações - quando joga pelo adversário - e alegra a populaça que não tem dinheiro pa comprar bilhetes na bancada mais abaixo e ganha umas bolas de graça por jogo, mas por ter dado o nome a uma finta! Sim meus senhores, ele está ao nivel de uma virgula de Ronaldo, de um cabrito de Pelé, de um 360 de Zidane, das fintas de corpo de Figo ou de velocidade de Roberto Carlos e Henry, da mudança de velocidade de Stanley Matthews - para acabar em beleza nada como pôr um perfeito desconhecido para parecer que sabemos mais do que vocês... e sabemos -; Patorras tem a famosa, a única, a indescritivel e estonteante "Agarra Ladrão". Querem cromo maior do que um verdadeiro "Agarra Ladrão!" a plenos pulmões num Benfica-Castêlo da Maia ou nesse verdadeiro clássico que é o Angola-Moçambique? I think not...

sábado, outubro 23, 2004

Fabrice Alcebíade Maieco - O Gato Escuro

A vida ensina-nos muitas coisas. Uma delas é que a cópia dificilmente sairá com mais qualidade do que a original.

Os adeptos do Sport Lisboa e Benquerença, porém, desde há várias décadas esperam que este "milagre" se torne realidade. Pantera Negra ou Gato Escuro?

Eis que surge, nos meados da década de 90, qual D. Sebastião por entre as brumas, Fabrice Alcebíade Maieco. É um facto, não seria o nome mais recomendável para um craque. Porém, temos vários exemplos de como por vezes esta premissa é deveras enganadora. Neste caso...não foi. Fabrice não revolucionou o futebol lisboeta da forma como os seus dirigentes (famosos pela facilidade em descobrir jovens pérolas) esperavam. Desta forma, as fornalhas que preparavam o metal para construir mais uma estátua ao lado da outra que lá se encontra tiveram de ser postas em espera até ao dia em que o jovem Pepa entrou pelas portas da Luz. Porta grande, como todos se recordam.

Falamos tanto da fotocópia sem qualquer referência ao original, o que é imperdoável por se tratar do grande mito e símbolo da história desse papa-taças que é o União de Tomar. Pronto, como já fizemos referência á referência do jovem aqui referenciado, Fabrice Alcebíade, podemos prosseguir com a dissertação sobre os seus talentos.

Alcebíade acabou por não ter a carreira que todos fomos levados a acreditar que seria possível, ao estilo gingão de um Quinzinho, Gil, Toy, Mantorras ou Toni, todos pontas de lança negros que agarrados ao verde da esperança levariam o Mundo do Esférico até níveis nunca antes sonhados.

Ficou o sonho. E as fornalhas ainda fervem de antecipação. Carlitos, miúdo, isto é para ti.



o que seria do mundo da bola sem registos fotograficos?

sexta-feira, outubro 01, 2004

Pérolas ou ostras?

Duas pérolas encontradas no fundo.. fundo.. mesmo fundo do oceano sul-africano. Tao fundo que.. só enterravam.. quais chocos de tinta bem negra, disfarçados nos relvados Portugueses.
Passearam a sua velocidade e fúria, quais McCarthys dos anos 90. Desde Chaves a Coimbra, Barcelos, Penafiel.. belas terras viram estes belos exemplares. Bobby Robson bem o disse , quando os contratou (!!!) :"São grandes promessas africanas! " E foram.. promessas como se de um bom Governo Português se tratasse! Onde estarão...?


o que seria do mundo da bola sem registos fotograficos?
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